Programa da Sanepar para que o óleo de cozinha não vá à rede de esgoto é ampliado

Por meio de parcerias públicas e privadas a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) prevê que 500 mil litros de óleo por mês sejam destinados corretamente por meio do programa Trate Bem a Rede, lançado na manhã desta segunda-feira (26), no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

O objetivo é conscientizar a população paranaense a dar o destino adequado ao óleo de cozinha usado e evitar danos ao meio ambiente e ao sistema de esgoto. O programa funcionará, inicialmente, em Curitiba e Região Metropolitana, num modelo completo de logística reversa. Empresas, sociedade civil organizada e população fazem parte do ciclo para que o óleo se torne biodiesel, sabão e outros produtos.

Mounir Chaowiche, presidente da Sanepar, explicou que a iniciativa vem ao encontro da Política Ambiental da Companhia, que se compromete com a promoção de ações socioambientais internas e externas. “É possível nos unirmos para deixar um ambiente justo e em condições dignas para as futuras gerações.”

O governador do Paraná, Beto Richa, participou do lançamento da nova etapa do programa e ressaltou o protagonismo da população. Os moradores poderão depositar o óleo de cozinha nos diversos postos de coletas instalados a partir do programa. “Em vez de causar prejuízos aos cofres públicos para a manutenção da rede coletora, nós teremos, agora, a possibilidade de que entidades façam receita com a correta utilização do resíduo.”

Como vai funcionar

As empresas privadas participantes do projeto vão distribuir kits para a coleta do óleo de cozinha às organizações parceiras. Estas serão responsáveis por abordar a comunidade, arrecadar o óleo e encaminhá-lo para as recicladoras de óleo de cozinha, gerando receita para as entidades. As famílias que participarem vão receber um funil em forma de esfera que serve, exclusivamente, para o descarte de óleo usado em garrafas PET.

Entre as organizações parceiras da Sanepar no “Se ligue nessa ideia, Sem óleo na rede” já estão a Polícia Militar do Paraná, o Corpo de Bombeiros, as igrejas Católica e do Evangelho Quadrangular e as escolas estaduais com curso técnico em meio ambiente.

Desde 2011, a Ação Social São Marcos, gestora do Eco Solidariedade, faz o gerenciamento solidário de resíduos de fritura, com finalidade social e ambiental. Cada litro de óleo é destinado para a fabricação do biodiesel. O dinheiro arrecadado vai para projetos sociais. Através do “Se Ligue nessa ideia, Sem óleo na rede”, o objetivo é ampliar a abrangência dessa iniciativa.

“Ao arrecadar esse resíduo de fritura, impedindo que ele vá contaminar o meio ambiente, nossos rios e mananciais, a gente destina esse mesmo material para a produção de biodiesel, fechando, assim, a cadeia de sustentabilidade”, explica o presidente do Eco Solidariedade, padre Carlos Marson.

Um grande vilão

O óleo de cozinha é um grande vilão para o bom funcionamento do sistema de esgoto. Junto com outros materiais, como panos, plásticos e cabelos, formam uma crosta que entope a tubulação. Do início de 2016 até maio deste ano, foram feitos 1.960 serviços de desobstruções de rede, quando é necessária intervenção para retirar os resíduos que entopem a tubulação. Por isso, o óleo deve ser separado e destinado corretamente.

O “Se ligue nessa ideia, sem óleo na rede” faz parte de um grande programa socioambiental da Sanepar, chamado Trate Bem a Rede, que é permanente e reúne todos os projetos voltados para a conservação e a manutenção adequada da rede de esgoto de todo o Paraná.

Fonte: Sanepar

Extraído de Portal Saneamento Básico

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